Mulheres na AACD: Dra. Alice Rosa Ramos

 Em Notícias

“Consigo ver as necessidades do trabalho, mas também consigo ver as necessidades pessoais da minha equipe”. Talvez esse seja o grande diferencial de mulheres não só em cargos de alta liderança, mas em qualquer posição de qualquer equipe, segundo a Dra. Alice Rosa Ramos, Superintendente de Práticas Assistenciais da AACD.

Longe de ser um sexo frágil, para ela, as mulheres são fortes, mas isso não abala sua sensibilidade para cuidar do todo, entender necessidades de fora do “caixotinho que a gente está” – de um quadro na parede à uma mobília que pode deixar o ambiente de trabalho mais confortável à necessidade de um funcionário, um problema pessoal ou profissional que tem enfrentado.

Mulheres em cargos de alta liderança, ao menos na AACD, é algo natural. Isso porque grande parte das áreas são ocupadas muito mais por elas do que por eles. “A área assistencial é basicamente feminina, posso contar nos dedos das mãos quantos homens eu tenho dentro do centro de reabilitação e enfermagem.”

Mesmo assim, isso não apaga certos traços que o mercado têm como cotidianos, como o fato de que mulheres engravidam, têm licença maternidade e, muitas vezes, são mães solo. Entre os desafios da carreira, Dra. Alice destaca este período como um dos mais difíceis que enfrentou na AACD.

“Mesmo sendo mãe eu poderia, sim, exercer meu papel de boa profissional, líder, gerenciar equipes, fazer viagens para as unidades”, e assim foi. Ela mostrou sua dedicação também para aprender novas coisas, como, por exemplo, se aventurar em assuntos da matemática financeira e contabilidade, coisas que, como médica de formação, não dominava.
Para Alice o sexo não poderia interferir em uma escolha de vagas de emprego, por exemplo, onde a mulher muitas vezes tem currículos com qualificações diferentes, MBA, pós-graduação. “A gente se destaca porque a gente se dedica muito, estuda muito, vai atrás. E, talvez, até por haver no mercado essa coisa de que “mulher pode menos”, a gente se esforça pra ser mais ainda.”

Acreditar nem sempre é fácil, mas é necessário. Acreditar em si mesmo, mas também poder contar com pessoas que confiam em seu trabalho e dão o voto de confiança para tudo aquilo que você sonha em realizar. Como foi o caso da Dra. Alice na AACD. “Eu tive pessoas aqui dentro da instituição que me incentivaram a buscar, estudar, me qualificar. É muito importante ter um mentor, alguém que diga “vai, eu confio em você”.

Sua dica, para as mulheres que vêm por aí para assumir novos cargos no mercado de trabalho, é: acredite, confie, não desista. Não se acomode, dedique-se, estude. “Qualquer coisa que você estuda, que você faz, é seu. Vai pra onde você for”.

DEIXE UM COMENTÁRIO

15 − 1 =

Volatr ao topo