Minha experiência: cirurgia de correção da escoliose no Hospital Ortopédico AACD

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Por Mariha de Labio Parra, paciente do Hospital Ortopédico AACD

“Minha cirurgia de coluna era para ter acontecido em março de 2020, porém por conta da covid-19 foi adiada para maio. Minha mãe, por ser do grupo de risco, não pôde ir comigo e quem me acompanhou foi meu irmão mais velho.

 

Chegamos na AACD um dia antes da cirurgia para ser feita a internação, lá eles me identificaram com uma pulseira de paciente, me explicaram como seriam feitos todos os procedimentos durante o tempo que eu ficaria internada e colheram alguns exames.

 

No dia seguinte, às 5 da manhã, um enfermeiro me acordou e pediu que eu tomasse banho com um sabonete específico, pois eu seria levada para o centro cirúrgico.

 

Quando entrei no centro cirúrgico, é claro que estava nervosa, porém muito feliz! Nessa hora vários médicos vieram ao redor da minha maca e fizeram vários procedimentos ao mesmo tempo: um olhava minhas unhas dos pés, outro olhava as unhas das mãos para garantir que eu não estivesse de esmalte, enquanto outro passava removedor de maquiagem na minha testa, para garantir que eu não estivesse de maquiagem, isso para garantir um ambiente estéril. Outro puncionava meu braço para ter acesso a uma veia, sempre conversando comigo, fazendo perguntas e me informando do que seria feito. Meu médico Dr Alexander conversou comigo e logo depois fui anestesiada.

 

Quando acordei, algumas horas depois, eu já tinha sido levada para a UTI, onde passaria 24 horas para máxima observação. Meu irmão pôde ficar comigo o tempo todo, porém da primeira vez que acordei, ainda estava muito sonolenta e logo voltei a dormir. Quando acordei novamente, já estava bem mais desperta e pude me alimentar, ligar por chamada de vídeo para os meus pais e para minhas amigas, para contar como eu estava e mostrar que a cirurgia tinha sido um sucesso.

 

Na manhã seguinte da cirurgia conheci o fisioterapeuta, que me ajudou a ficar em pé pela primeira vez. Com muita dificuldade e com ajuda dele e do meu irmão eu consegui dar três passos, sentar em uma cadeira e voltar para a cama. Confesso que essa dificuldade para andar após a cirurgia me surpreendeu, porém foi só no início, já que no terceiro dia pós-operatório eu já conseguia caminhar até o banheiro.

 

No segundo dia eu saí da UTI e fui para o quarto, ainda tinha muita dificuldade de movimentação e dependia totalmente dos enfermeiros que eram sempre muito atenciosos para me ajudar no que eu precisasse. Ao longo dos dias, minha mobilidade foi aumentando comparada com o primeiro dia, eu fazia fisioterapia duas vezes ao dia e aos poucos fui ganhando independência, conseguindo fazer algumas coisas sozinha e cada pequena coisa, como sentar sozinha ou pentear o cabelo, era uma  vitória.

 

No quinto dia pós cirurgia eu tive alta e pude ir para casa da minha irmã em São Paulo, nesse período eu já conseguia fazer tudo sozinha, porém ainda tinha muitas dores e minha maior preocupação era a plena movimentação, pois eu ainda não conseguia flexionar a coluna.

 

Duas semanas após a cirurgia tive uma consulta de retorno com o Dr Alexander para retirar os pontos e garantir que estivesse tudo bem, para eu poder voltar para a minha cidade. Como fui liberada, alguns dias depois voltei para Jaú para ver meus pais pela primeira vez após a cirurgia e aos poucos minha recuperação foi evoluindo, cada dia com menos dor e um pouco mais de mobilidade. No primeiro mês, ainda era tudo muito difícil, mas no segundo mês eu já não tinha mais dificuldades e inclusive voltei a poder fazer atividade física leve. 

 

Hoje, um ano após a cirurgia, não há nada que eu fazia antes que não consiga fazer agora, pelo contrário, tenho uma qualidade de vida muito melhor e posso fazer atividades que antes não podia, pois tinha muitas dores ao ficar em pé ou sentada muito tempo.  

 

Além disso, após a cirurgia minha autoestima melhorou imensamente, além de ter crescido 4 centímetros, minha cintura que antes um lado era mais curvo que o outro, hoje é simétrica. Só tenho a agradecer a equipe incrível e a AACD, que me ajudaram a ter a vida que eu tenho hoje, uma vida  que posso fazer tudo  que  gosto, sem ter que me preocupar em tomar relaxante muscular todos os dias, por conta de dores na coluna.

Enfim me sinto uma pessoa plena em todos os sentidos”.

 

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