• O termo correto é “pessoa com deficiência”, usado internacionalmente em leis e políticas públicas para garantir respeito e inclusão;
• A expressão foi reforçada pela Convenção da ONU de 2006, que reconhece a dignidade de todos com igualdade de direitos;
• Termos como "deficiente”, “portador de deficiência” ou “especial” não são adequados, pois reduzem ou distorcem a condição da pessoa;
• Combater o capacitismo envolve atitudes como respeitar, não infantilizar, perguntar antes de ajudar e usar linguagem adequada.
Quando nos referimos a alguém que tenha alguma deficiência, seja ela física, intelectual, auditiva, visual ou múltipla, o termo correto é pessoa com deficiência. Essa expressão é internacional e está presente em legislações, políticas públicas e documentos oficiais relacionados aos direitos dessa população.
Mais do que uma questão de linguagem, a forma como nos referimos às pessoas reflete avanços importantes na luta por inclusão, respeito e garantia de direitos.
Por que o termo ‘pessoa com deficiência’ é o mais apropriado?
Em 2006, a Organização das Nações Unidas (ONU) publicou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, um tratado internacional que tem como objetivo garantir o pleno acesso dessa população aos direitos humanos e às liberdades fundamentais, além de promover o respeito à sua dignidade.
Além de ser parte da constituição brasileira desde 2008, os princípios básicos para chegarem a essa terminologia foram:
- Reconhecer a deficiência, sem esconder ou camuflá-la;
- Valorizar a dignidade e a identidade da pessoa para além da deficiência;
- Respeitar as diferenças e as necessidades que podem surgir a partir delas;
- Combater expressões que suavizam ou apagam as deficiências;
- Garantir igualdade de direitos e oportunidades entre todas as pessoas;
- Reconhecer que muitas barreiras são frutos do ambiente físico e social.
Por que outras expressões não são utilizadas?
Alguns termos ainda são usados no dia a dia, mas não são considerados adequados:
- Deficiente: o termo é inadequado, pois ele limita a pessoa à sua deficiência. Ela também possui outras características;
- Portador de deficiência: o verbo “portar” é sinônimo de carregar, não se aplicando a uma condição inata ou adquirida. A pessoa tem a deficiência, não à porta;
- Especial ou com necessidades especiais: embora muitas vezes seja usado com boa intenção, o termo é impreciso. Todas as pessoas podem ter necessidades específicas em diferentes momentos da vida, não apenas àquelas com deficiência.
Como combater a discriminação à pessoa com deficiência?
Atitudes, mesmo que sejam sutis, ajudam a construir uma sociedade mais inclusiva. Algumas delas são:
- Não infantilizar as pessoas com deficiência;
- Antes de ajudar, pergunte se a pessoa realmente deseja o apoio;
- Quando tiver dúvida, pergunte à pessoa sobre a maneira correta de tratá-la;
- Respeite os ambientes privados e acessíveis;
- Não trate as pessoas com deficiência com pena;
- Eduque as pessoas para respeitar as diferenças e utilizar os termos corretos, corrigindo educadamente quem não os utiliza;
Promover o respeito e a inclusão passa pela forma como nos comunicamos. Nesse sentido, a linguagem é uma ferramenta importante para a construção de uma sociedade mais diversa, justa e acessível para todos.

Acompanhe a AACD
Para não perder nenhuma novidade, siga a AACD nas redes sociais: Instagram, Facebook, X, LinkedIn e YouTube. Além disso, aproveite para navegar pela aba de Notícias do nosso site. Dessa forma, você se mantém sempre atualizado!




