● O botox funciona impedindo a liberação de acetilcolina, o que relaxa o músculo e interrompe contrações involuntárias.
● É amplamente utilizada para tratar a rigidez muscular em pacientes com paralisia cerebral, vítimas de AVC ou lesões medulares.
● O uso médico se estende ao controle de enxaquecas crônicas, distonias cervicais, bruxismo e até casos de suor excessivo.
● A aplicação é feita diretamente na região afetada por especialistas, com efeitos que surgem em poucos dias e duram alguns meses.
Quando se fala em botox ou toxina botulínica, muitas pessoas associam seu uso exclusivamente a procedimentos estéticos. Porém, médicos também utilizam essa substância na medicina para tratar diversas condições neurológicas e motoras.
Na reabilitação, a toxina botulínica pode contribuir para o controle de contrações musculares involuntárias e reduzir a rigidez excessiva dos músculos, contribuindo para movimentos mais coordenados.
Mas em quais situações pode ser indicada? Este texto explica como a toxina botulínica funciona no organismo, sua aplicação e as patologias que o tratamento pode auxiliar.
O que é a toxina botulínica e como ela funciona?
Além de aplicarem o botox para fins estéticos, profissionais de saúde também o utilizam em pequenas doses para fins terapêuticos. Isso acontece porque ele age na comunicação entre o nervo e os músculos.
Para o músculo se contrair, o organismo libera uma substância chamada acetilcolina, que transmite o estímulo nervoso. Como a toxina botulínica bloqueia essa transmissão, o músculo não recebe o comando para contrair e a região permanece relaxada.
As principais indicações
Entre as indicações mais persistentes está o tratamento da espasticidade, caracterizada por contração muscular involuntária e persistente que pode causar rigidez, dor e limitação de movimentos. Ela pode ocorrer em diferentes patologias como a paralisia cerebral ou ser uma das sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou de lesões medulares.
A toxina botulínica ajuda a reduzir a rigidez muscular, melhorando o posicionamento dos membros e facilitando o processo de reabilitação. Em crianças, também pode auxiliar no tratamento de alterações como o pé equino, ou pé de bailarina.
Médicos também podem indicar a toxina botulínica para tratar enxaqueca crônica, distonia cervical (torcicolo espasmódico), blefaroespasmo e espasmo hemifacial. Além disso, utilizam a substância no tratamento da hiperidrose (suor excessivo), bexiga hiperativa, estrabismo, bruxismo, disfunção temporomandibular (DTM) e sialorreia, inclusive em casos como a doença de Parkinson.
Como o procedimento é feito?
A equipe médica realiza a aplicação da toxina botulínica em ambiente ambulatorial e injeta o medicamento diretamente no músculo ou na região afetada. Em alguns casos, utiliza recursos como o ultrassom para garantir maior precisão.
O procedimento é rápido, e os efeitos costumam começar a aparecer em poucos dias. A duração varia, mas geralmente se mantém por alguns meses, podendo ser reaplicado conforme orientação médica.
Tratamento individualizado
O uso da toxina botulínica deve sempre ser indicado após avaliação médica criteriosa. Em muitos casos ela faz parte de um plano terapêutico mais amplo, que inclui acompanhamento multiprofissional e outras abordagens de reabilitação.
Muito além da estética, a toxina botulínica é uma ferramenta terapêutica que pode contribuir para mais conforto, funcionalidade e qualidade de vida.
Texto feito por Beatriz Freitas Vera Cruz
Acompanhe a AACD
Para não perder nenhuma novidade, siga a AACD nas redes sociais: Instagram, Facebook, X, LinkedIn e YouTube. Além disso, aproveite para navegar pela aba de Notícias do nosso site. Dessa forma, você se mantém sempre atualizado!




