Órtese ou prótese? Veja como não confundir mais os dois
Resumo da notícia
• Órtese dá suporte; prótese substitui uma parte do corpo, entenda a diferença.
• A adaptação varia de pessoa para pessoa e exige acompanhamento profissional contínuo.
• Tecnologia 3D e décadas de experiência marcam a produção sob medida da oficina ortopédica da AACD.

Foto: Beto Assem
Você já ouviu alguém falar “prótese” quando na verdade queria dizer “órtese” ou o contrário? Não se preocupe, isso é mais comum do que parece. Os dois termos têm sonoridade parecida e aparecem juntos com frequência em consultas médicas, exames e até em conversas do dia a dia, mas representam soluções bem diferentes para o corpo. Entender essa diferença ajuda não só a se comunicar melhor com médicos, como também a compreender todo o processo por trás da fabricação desses dispositivos, que costuma ser sob medida e, muitas vezes, bem mais tecnológico do que se imagina.
Índice
- O que é uma órtese?
- E o que é uma prótese?
- Diferenças entre órtese e prótese na prática
- Quanto tempo dura o processo de adaptação?
- Os produtos ortopédicos são feitos sob medida?
- Dentro da Oficina Ortopédica AACD
O que é uma órtese?
A órtese tem uma característica bem específica: ela não substitui nenhuma parte do corpo, apenas dá suporte, alinha, corrige ou regula uma região que está com alguma limitação funcional. É como um reforço externo (ou, em alguns casos, interno) que ajuda um membro, articulação ou tecido a funcionar melhor.

Foto: Beto Assem
O uso de uma órtese pode ser temporário, como em uma fratura, ou permanente, dependendo da condição da pessoa. Um detalhe curioso é que muitos objetos do cotidiano se encaixam nessa categoria sem que a gente perceba: óculos de grau, aparelhos ortodônticos e até palmilhas ortopédicas são tecnicamente órteses, porque corrigem ou compensam uma função do corpo sem substituir nada.
As órteses também podem ser internas, como marca-passos e instrumentos usados para estabilizar a coluna, ou externas, como colares cervicais, andadores, coletes, joelheiras e munhequeiras. A prescrição normalmente é feita por médicos, fisioterapeutas ou terapeutas ocupacionais, já que cada órtese costuma ser encomendada sob medida para o paciente.
E o que é uma prótese?
Já a prótese tem outra lógica. Em vez de dar suporte a uma parte do corpo, ela substitui essa parte, seja um membro, uma articulação, um órgão ou até um tecido que foi perdido ou deixou de funcionar como deveria. Isso pode acontecer por causa de uma amputação, de uma má-formação congênita ou de outras condições que afetam a estrutura do corpo ao longo da vida.

Foto: Beto Assem
O objetivo de uma prótese é reproduzir, o quanto for possível, a aparência e a função da parte substituída, para que a pessoa consiga retomar atividades do dia a dia com mais conforto e independência. Um exemplo bem próximo da realidade de muita gente é o implante dentário, em que o dente natural perdido é substituído por um artificial. Sim, isso também é uma prótese.
Existem próteses externas, como pernas mecânicas e próteses mamárias, e próteses internas, como próteses articulares, válvulas cardíacas e ligamentos artificiais. A avaliação para indicar o tipo certo de prótese geralmente envolve médico, fisioterapeuta e outros profissionais responsáveis pelo tratamento, considerando o nível da amputação e as necessidades específicas de cada pessoa.
Diferenças entre órtese e prótese na prática
Resumindo os dois conceitos de um jeito simples: a prótese substitui uma parte do corpo que não está mais presente ou não funciona, enquanto a órtese dá suporte a uma parte do corpo que ainda está lá, mas precisa de ajuda extra para funcionar bem. É essa diferença de propósito que define qual dispositivo cada pessoa vai precisar, e é por isso que a avaliação profissional é tão importante antes de qualquer indicação.
Outra diferença está nos materiais e na forma de fabricação. As próteses costumam ser divididas em dois grandes grupos: as exoesqueléticas, feitas em resina, PVC, fibra de carbono ou polipropileno, e as endoesqueléticas, também chamadas de modulares, produzidas em alumínio, aço, titânio ou fibra de carbono. Já as órteses variam bastante de material dependendo da função: podem ser rígidas, semirrígidas ou flexíveis, conforme o tipo de correção ou suporte necessário.
Vale lembrar também que as próteses podem ser usadas em qualquer nível de amputação, tanto em membros superiores quanto inferiores, enquanto boa parte das órteses atua mais em conjunto com membros superiores ou em regiões específicas do corpo, como coluna, tronco e cabeça. Na prática, é bem comum uma pessoa usar os dois tipos de dispositivo ao mesmo tempo, dependendo do tratamento. Por exemplo, alguém com uma prótese de perna pode também usar uma órtese para apoio postural durante a reabilitação.
Quanto tempo dura o processo de adaptação?
O tempo de adaptação a uma órtese ou a uma prótese varia bastante de pessoa para pessoa. Fatores como a região do corpo envolvida, o motivo da indicação (uma fratura recente é diferente de uma amputação, por exemplo) e a rotina de acompanhamento com fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional interferem diretamente nesse processo. Por isso, não existe um prazo único válido para todos os casos, o que existe é um acompanhamento contínuo, com ajustes ao longo do caminho.

Foto: Beto Assem
Esse acompanhamento costuma incluir sessões de fisioterapia, treino de movimento e, muitas vezes, pequenos ajustes no próprio dispositivo conforme o corpo vai respondendo ao uso. No caso das próteses, por exemplo, é comum haver um período inicial de familiarização com o peso e o encaixe do equipamento, enquanto nas órteses o foco costuma estar mais na correção gradual de postura ou movimento. Em todos os casos, a orientação profissional durante essa fase é o que garante segurança e resultado no tratamento.
Os produtos ortopédicos são feitos sob medida?
Como cada corpo tem particularidades próprias, o processo de fabricação costuma envolver moldes, medições detalhadas e ajustes finos para garantir conforto e funcionalidade. É aqui que a tecnologia 3D tem mudado bastante esse cenário nos últimos anos: em vez de moldes feitos manualmente, é possível capturar as medidas do paciente por meio de imagens em três dimensões, o que traz mais precisão, agiliza o processo e torna a modelagem mais confortável para quem está sendo atendido.
Esse tipo de tecnologia também abre espaço para soluções mais avançadas, como próteses de membros superiores com acionamento mioelétrico, que usam sinais musculares do próprio corpo para comandar o movimento do dispositivo, e cadeiras de rodas adaptadas para pessoas com deformidades mais complexas. A produção, no entanto, segue unindo esse lado tecnológico com o trabalho manual e artesanal de profissionais especializados, já que cada caso pede um olhar individual.
Dentro da Oficina Ortopédica AACD

Foto: Beto Assem
É exatamente nesse ponto que entra a Oficina Ortopédica AACD, referência na fabricação de produtos personalizados desde 1962. Por aqui são produzidos órteses, próteses, coletes, capacetes, palmilhas e adaptações de cadeiras de rodas, sempre sob medida para cada paciente. A equipe reúne médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, protesistas e ortesistas, muitos certificados pela ABOTEC (Associação Brasileira de Ortopedia Técnica), com profissionais que somam, em média, mais de dez anos de experiência na área.
A AACD foi uma das pioneiras na fabricação de produtos de ortopedia técnica no Brasil e segue sendo referência na formação de mão de obra especializada até hoje. A Instituição é uma das poucas do país com produção própria de órteses para correção de assimetrias cranianas, além de oferecer próteses de membros superiores com acionamento mioelétrico. Atualmente, a Oficina também investe em impressão 3D para a fabricação de diversos produtos, mantendo o compromisso de unir tradição, experiência técnica e inovação em cada atendimento, seja por meio de parcerias com prefeituras e entidades públicas, seja por atendimento particular.
Contatos da Oficina Ortopédica AACD
A AACD possui 5 oficinas ortopédicas no Brasil: nas unidades Ibirapuera (SP), Osasco (SP), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Uberlândia (MG). Confira abaixo informações para entrar em contato com cada uma delas.
Ibirapuera (SP)
Basta enviar a prescrição médica junto com os dados do paciente para o e-mail spvendas@aacd.org.com.br, ou solicitar um orçamento diretamente pelo site da oficina ortopédica da AACD. A equipe entra em contato para entender o caso e indicar a melhor solução, sempre com a experiência de mais de seis décadas de atuação nessa área. Mais informações para atendimento por telefone ou presencial:
- Telefone:+55 (11) 5576-0777
- Endereço:Rua Pedro de Toledo, 1620 (estacionamento na Rua Borges Lagoa, 1505) – Ibirapuera
- Horário de atendimento:Segunda a sexta-feira, das 7h às 16h30
Osasco (SP)
- Telefone:+55 (11) 3604-5155
- Endereço: Avenida Getúlio Vargas, 1150 – Piratininga – Osasco – SP
- Horário de atendimento:Segunda a sexta-feira, das 7h às 16h30
Porto Alegre (RS)
- Telefone:+55 51 3382.2244
- Endereço: Rua Professor Cristiano Fischer, 1510 – Jardim do Salso – Porto Alegre – RS
- Horário de atendimento:Segunda a quinta-feira, das 7h30 às 18h; sexta-feira, das 7h30 às 17h
Recife (PE)
- Telefone:+55 (81) 3419-4000
- Endereço: Avenida Advogado José Paulo Cavalcanti, 155 – Ilha Joana Bezerra – Recife – PE
- Horário de atendimento:Segunda a sexta-feira, das 7h às 16h30
Uberlândia (MG)
- Telefone:+55 (34) 3228-8000
- Endereço: Rua da Doméstica, 250 – Planalto – Uberlândia – MG
- Horário de atendimento:Segunda a sexta-feira, das 7h às 16h30
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