AACD amplia pesquisas sobre atividade cerebral com aquisição de equipamentos

Escrito por Beatriz Freitas Vera Cruz | Postado em 5 de agosto de 2026

Resumo da notícia

• AACD adquiriu equipamentos próprios para análise da atividade cerebral, ampliando sua capacidade de desenvolver pesquisas e realizar avaliações em reabilitação.
• EEG e fNIRS analisam o funcionamento do cérebro de formas complementares, permitindo estudar a atividade cerebral durante movimentos e outras atividades.
• Nesta primeira fase, os estudos serão realizados com pacientes adultos com Lesão Encefálica Adquirida (AVC, traumatismo cranioencefálico e Parkinson) e Lesão Medular de origem traumática.

Profissional de saúde ajusta uma touca com eletrodos na cabeça de uma paciente sentada, durante um exame de atividade cerebral. Ao lado, um monitor exibe a representação de um cérebro e gráficos relacionados ao monitoramento neurológico.

A AACD passa a contar com equipamentos próprios para o estudo da atividade cerebral. A aquisição do eletroencefalograma (EEG) e do Functional Near-Infrared Spectroscopy (fNIRS) expande a capacidade da instituição de desenvolver pesquisas e realizar avaliações com maior frequência, fortalecendo a produção de conhecimento voltado à reabilitação.

Apesar das duas tecnologias já serem utilizadas pontualmente em projetos de pesquisa realizados na Instituição, a nova aquisição potencializa sua utilização no desenvolvimento de novos estudos científicos.

As tecnologias permitem analisar, de formas diferentes e complementares, como o cérebro funciona durante movimentos e outras atividades. O oferecimento de novas informações pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas cada vez mais individualizadas.

Nesta primeira fase, a Área de Pesquisa da AACD concentrará os estudos em pacientes adultos com Lesão Encefálica Adquirida — como Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumatismo crânioencefálico e doença de Parkinson — e Lesão Medular de origem traumática. O objetivo é aumentar as evidências científicas sobre a aplicação dessas tecnologias na reabilitação e contribuir para avaliações cada vez mais precisas e estratégias terapêuticas mais assertivas.

Como o cérebro se comunica?

Ilustração anatômica do cérebro humano em corte lateral, com destaque para três estruturas. O córtex cerebral, em azul, é responsável por pensamento, movimento, linguagem e memória. O cerebelo, em laranja, atua no equilíbrio, coordenação e precisão dos movimentos. O tronco encefálico, em roxo, controla funções vitais como respiração e batimentos cardíacos. O título informa que a comunicação entre essas regiões permite movimentos, pensamentos e sensações.

 

O cérebro funciona como se fosse uma grande rede de comunicação. Bilhões de neurônios se conectam trocando informações por meio de pequenos sinais elétricos e químicos. Estes sinais são os que permitem o corpo realizar movimentos como mexer o braço, sentir um toque, enxergar, falar, lembrar de uma informação ou até imaginar um movimento antes de executá-lo.

Sempre que alguma região do cérebro funciona, ela gera padrões de atividade que equipamentos como o EEG e o fNIRS conseguem avaliar. Os equipamentos conseguem registrar essas atividades e ajudar profissionais da saúde a entender como o cérebro reage a determinadas tarefas.

Os equipamentos na prática

Cada tecnologia fornece um tipo de informação sobre o cérebro. Em alguns casos, os equipamentos podem ser utilizados juntos para oferecer uma análise mais completa. Em outros, apenas um deles é suficiente, dependendo da necessidade clínica ou do objetivo da pesquisa.

Essa flexibilidade permite que pesquisadores escolham a tecnologia mais adequada para cada estudo ou utilizem ambas de forma complementar quando necessário.

EEG

O eletroencefalograma (EEG) registra a atividade elétrica do cérebro por meio de sensores posicionados sobre o couro cabeludo. O equipamento permite acompanhar, em tempo real, como os neurônios respondem durante movimentos, exercícios e outras atividades realizadas pelos pacientes.

fNIRS

O fNIRS monitora as alterações no fluxo sanguíneo e na oxigenação do cérebro por meio da luz infravermelha. Ao identificar quais regiões cerebrais estão mais ativas durante uma tarefa, complementa as informações obtidas pelo EEG e amplia a compreensão sobre o funcionamento cerebral.

Com a incorporação do EEG e do fNIRS, a AACD torna ainda mais robusta sua infraestrutura para pesquisas em neurociência aplicada à reabilitação. A expectativa é que as novas tecnologias contribuam para o desenvolvimento de estudos capazes de aprimorar a compreensão do funcionamento cerebral e apoiar estratégias terapêuticas cada vez mais individualizadas.

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