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Perguntas frequentes-Fono Comunicação

1) Por que a comunicação é importante?

Ela é fundamental para a inserção social, as trocas afetivas e a obtenção de informações. É por meio dela que as pessoas compartilham experiências,  ideias e sentimentos.

 

2) Por que é importante o cuidador conhecer as dificuldades de fala e linguagem?

Porque uma grande variedade de alterações de fala e linguagem pode acontecer em decorrência de uma lesão no Sistema Nervoso Central de pessoas com deficiência e prejudicar a comunicação. O cuidador precisa conhecer essas dificuldades e  saber como lidar com elas.

 

3) Como e quando estimular a linguagem de uma criança?

A comunicação e a linguagem devem ser estimuladas desde o nascimento. Aproveite as rotinas diárias para estimular a linguagem: hora do banho, do vestuário, da alimentação e da brincadeira.

 

Seguem abaixo algumas sugestões importantes:

– Fale devagar e de maneira tranquila;

– Posicione-se de frente e na mesma altura da criança, isso favorece o contato visual;

– Mostre interesse ao que a criança está tentando comunicar;

– Interprete os sinais comunicativos da criança: o olhar, o choro, o riso, as vocalizações e o apontar;

– Observe o que motiva a criança;

– Espere pelas respostas, dê um tempo maior. Não fale pela criança.

– Não antecipe as necessidades da criança;

– Não tente adivinhar o que a criança quer. Estimule-a e tente fazê-la se expressar por qualquer meio de comunicação. Não deixe que ela se isole, desista ou se acomode frente à dificuldade de comunicação;

– Atividades com música e arte são excelentes momentos para estimular a linguagem e a comunicação das crianças;

– Leia histórias;

– Use palavras novas, explicando o seu significado por meio de exemplos que a criança entenda;

– Aproveite para falar tudo o que rodeia a criança, como as pessoas e as coisas. Conte o que s está fazendo no dia a dia, conversando e interagindo com ela. Isso ajuda a aumentar o vocabulário;

– Elogie as respostas e assuma uma atitude de interesse, motivação e entusiasmo pelas respostas da criança;

– Fale normalmente com a criança e não de forma muito infantilizada. Fale as palavras corretamente. Ex. “carrinho” ao invés de “bi-bi”.

 

4) O que é Afasia?

A Afasia é um transtorno de linguagem que afeta a comunicação do paciente em diferentes níveis decorrentes de lesão neurológica, por exemplo, de um AVC (derrame) ou de um Traumatismo craniano ou um tumor. A compreensão da linguagem também pode estar comprometida.

 

5) Quais as alterações de linguagem que um paciente com Afasia pode apresentar?

– Dificuldade em dizer o nome das coisas;

– Diminuição da fala espontânea, porém o paciente pode conseguir dizer os números em sequência, meses do ano, cantar, entre outros;

– Alteração da melodia da fala. Falar a mesma palavra várias vezes;

– Fala incompreensível;

– Substituição de uma palavra por outra (Ex.: mesa ao invés de cadeira);

– Falar palavras que não existem (Ex.: nepeto);

– Dificuldade em expressar o que deseja por meio de gestos e/ou desenhos;

– Dificuldade de compreender significado e interpretar;

– Dificuldade em ler e/ou escrever.

 

6) Como facilitar a comunicação da pessoa com Afasia?

  • Proporcione um ambiente calmo e tranquilo para conversarem;
  • Olhe para o paciente, dirigindo-se a ele da forma mais clara e possível;
  • Simplifique a conversação, evitando frases longas e assuntos complicados;
  • Evite questões abertas (ao invés de “aonde você quer ir?” diga: “Quer ir ao shopping? ”). Ofereça alternativas;
  • Espere pelas respostas do paciente, não o interrompa. Dê um tempo maior. Não termine palavras ou frases iniciadas por ele;
  • Evite a mudança de assunto rapidamente. Apresente uma ideia de cada vez;
  • Converse sobre algo que seja de interesse do paciente;
  • Enriqueça sua fala com gestos, entonação e expressões faciais;
  • Mude a forma de falar se suspeitar que o paciente não entendeu o que foi dito;
  • Quando não compreender o que foi dito pelo paciente, não “finja” que entendeu, seja honesto;
  • Utilize outras formas de comunicação (desenhos, gestos, sons ou material escrito);
  • Não converse com outras pessoas como se o paciente não estivesse presente;
  • Alguns pacientes, mesmo não conseguindo falar, podem compreender o que está sendo falado e o que está acontecendo;
  • Tenha calma e paciência. O paciente não está falando porque não consegue e não porque é preguiçoso;
  • Entenda que há dias em que o paciente está melhor e, em outros, pior. Reconheça o esforço do paciente para falar, não o expondo. A comunicação deve ser a mais prazerosa possível.

 

7) O que é Disartria ou Disartrofonia?

É uma alteração na expressão verbal causada por uma alteração no controle muscular dos mecanismos da fala. Compreende as disfunções motoras de respiração, fonação, ressonância, articulação e prosódia.

 

8) Quais as queixas mais comuns dos pacientes com Disartria?

– Voz “fanhosa”;

– Falta de ar ou dificuldade de respirar durante a fala;

– Dificuldade em falar baixo, alto ou manter o controle do volume da voz;

– Piora ou perda da voz por determinado período após o uso;

– Velocidade de fala aumentada ou diminuída;

– Dificuldade de movimentar os lábios, língua e bochechas, o que atrapalha a fala;

– Dificuldade em realizar movimentos faciais.

 

9) O que não se deve fazer com o paciente com Disartrofonia?

– Não peça para o paciente fazer exercícios por conta própria, sem indicação de um profissional;

– Não faça o paciente forçar sua voz;

– Ajude o paciente a evitar o hábito de pigarrear.

 

10) O que é Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA)?

CSA é um termo utilizado para definir outras formas de comunicação, como o uso de gestos, língua de sinais, expressões faciais, o uso de pranchas de alfabeto ou de símbolos gráficos, até o uso de sistemas sofisticados de computador com voz sintetizada.

 

11) O que são pranchas de comunicação?

As pranchas de comunicação são superfícies nas quais são colocados os símbolos gráficos. Essas superfícies podem ser de madeira, acrílico, cartolina, plástico, etc. São colocadas à frente da pessoa para que ela possa indicar o símbolo desejado.

As pranchas de comunicação podem ser construídas pelo fonoaudiólogo, utilizando-se objetos ou símbolos, letras, palavras ou números. São sempre individuais e devem levar em consideração as possibilidades linguísticas, cognitivas, visuais e motoras do usuário.

 

12) Quais os pacientes que podem utilizar CSA?

Indicamos o uso de Sistemas Suplementares e Alternativos de Comunicação (SSAC) a pessoas que apresentam dificuldades de comunicação, devido à inteligibilidade de fala. Podemos citar casos de pessoas com: Paralisia Cerebral, Autismo, Afasia, Esclerose Lateral Amiotrófica, Parkinson, Síndromes com Déficit Cognitivo Associado e Lesões Encefálicas adquiridas.